O melhor do cinema de Quentin Tarantino - humor, violência e seus filmes icônicos



Com a intenção de me aprofundar mais nas obras dos principais diretores cinematográficos, resolvi selecionar mensalmente alguns diretores para estudar um pouco sobre a carreira deles e seus principais feitos para o cinema. Para começar, não poderia ter tido outra escolha a não ser Quentin Tarantino. Atualmente, o diretor está levando todas as premiações dessa temporada por sua - talvez - penúltima e mais nova obra "Era uma vez... em Hollywood".

No entanto, é válido ressaltar que o diretor, roteirista, ator e produtor Tarantino, com seus 56 anos,  já nos presenteou com incríveis obras, algumas consideradas inclusive como clássicos contemporâneos da sétima arte. Nascido no Tennessee (EUA) em 1963, Tarantino, hoje, é considerado um dos principais diretores ainda em atividade, destacando-se principalmente pelo seu jeito único de criar filmes com bastante violência, ação e ainda assim um roteiro cuidadoso com muito sarcasmo e humor nas falas dos personagens.

Durante a década de 90, Tarantino começou seus trabalhos de direção cinematográfica e realizou grandes feitos. O diretor considera que seu filme de estreia é o longa independente Cães de Aluguel de 1992, que já é considerado um clássico por muitos cinéfilos ao redor do mundo. O roteiro, escrito pelo próprio Tarantino, nos apresenta uma gangue que acaba de se dar mal após um assalto. Os policiais já estavam esperando pela ação dos criminosos e, por isso, a quadrilha começa a pensar que tem um traidor no meio deles vazando informações para os oficiais. Pronto, esse é o plot que consegue te prender durante 1h40min de filme. O que mais me impressiona em Cães de Aluguel é o fato de que mesmo o filme tendo um baixíssimo orçamento, Tarantino consegue fazer um ótimo trabalho, com pitadas de ação e excelentes atuações. No entanto, o destaque principal vai para o roteiro que consegue te deixar curioso e até mesmo surpreso com o desfecho.

Para Quentin Tarantino, o filme mais importante na carreira de um diretor não era o primero, mas sim o segundo longa dirigido. Isso devido ao fato de que o primeiro filme pode ter sido uma sorte, mas se o trabalho seguinte for tão bom quanto o de estreia, aí sim temos um bom diretor. Talvez por isso ele não poupou esforços na hora de escrever, produzir e dirigir Pulp Fiction (1994). Sem dúvidas é o meu filme favorito de Tarantino! O roteiro vencedor de um Oscar nos conta três diferentes - mas igualmente interessantes - histórias que irão se entrelaçando no decorrer da trama. Além disso, não podemos deixar de citar que o elenco só tem gente incrível: Samuel L. Jackson, John Travolta, Bruce Willis, Christopher Walken, Uma Thurman... e por aí vai. Como a história retrata a vida de mafiosos, já é esperado muita violência. No entanto, Tarantino casa perfeitamente toda essa ação com pitadas de humor distribuídas durante todo o filme. Quando assistir Pulp Fiction, provavelmente, você ficará tentando entender tudo que acabou de ver e criando várias teorias e explicações! É um filmaço!


Mesmo sendo considerados por muitos fãs como os filmes mais fracos de Quentin Tarantino, Jackie Brown (1997) e À prova de morte (2007) estão longe de serem filmes ruins. O primeiro conta a história de uma comissária de bordo que resolve dar um golpe tanto em um traficante quanto na polícia. Tarantino mais uma vez dando um show de roteiro e usando a não-linearidade para contar suas histórias, sendo assim, você não sabe o que realmente aconteceu até o final do filme. À prova de morte (2007), por sua vez, nos apresenta um filme que provavelmente foi um dos que o diretor mais se divertiu fazendo. Encontramos tudo que estamos acostumados no universo "tarantinesco": bons personagens e diálogos interessantes, senso de humor e muita violência. O filme também é uma homenagem aos clássicos filmes de perseguição que a cultura americana abraçou por tanto tempo.

Pode-se dizer que Kill Bill é um filme duplo, seu primeiro volume foi lançado no ano de 2003 enquanto a sequência chegou nos cinemas em 2004. No longa vamos acompanhar "A Noiva" em busca de uma vigança contra seu antigo companheiro, Bill, que tentou matá-la no dia do seu casamento. O filme está recheado de menções a cultura oriental, além de trazer maravilhosas sequências de ação de deixar qualquer um de queixo caído. Com nem um pouco de sutileza nos assassinatos, esse é o filme do Tarantino com maior número de mortos em uma única cena, sem dúvidas!

Como se Tarantino não tivesse sido plural o bastante, ele ainda resolveu se aventurar em fazer filmes com fortes inspirações e temáticas do faroeste. Django Livre (2012) acompanhamos um ex-escravo que começa uma jornada em busca de sua esposa que se encontra presa em uma fazenda, para isso ele precisa fazer uma aliança com um caçador de recompensas que o ajuda.  Já em Os oito odiados (2015), vemos uma história ambientada durante uma nevasca em que dois caçadores de recompensa precisam se abrigar em um local para proteger da neve e acaba conhecendo quatro estranhos. 

Bastardos inglórios (2009) é um dos mais emocionantes filme já feito por Tarantino, e obviamente um dos meus preferidos. Voltamos a época da Segunda Guerra Mundial, em que um grupo de judeus resolve espalhar o terror no terceiro Reich. O longa contém uma grande carga histórica que serve como uma crítica por parte do diretor aos terríveis anos que a população mundial viveu durante o período da guerra. A violência, mesmo que julgada como banal por muitos, serve para contar uma história com propriedade e gerar um sentimento de vingança nos expectadores. Nada é tão gratuito quanto parece.


Por fim, mas não menos importante, precisamos falar do mais novo projeto de Quentin, Era uma vez... em Hollywood (2019). O longa trás de volta alguns atores, como Brad Pitt e Leonardo DiCaprio, que já trabalharam anteriormente em outros filmes do diretor. Eu particularmente adoro filmes que remetem a indústria cinematográfica, uma espécie de metaliguagem, e Era uma vez... em Hollywood é tudo isso e muito mais. Voltamos a década de 60 e acompanhamos a carreira em decadência de um famoso ator e seu dublê que tentam acompanhar as mudanças da indústria. Além disso, o filme trás polêmicos personagens que existiram na vida real como a atriz Sheron Tate e também Charles Manson e os fiéis seguidores de sua seita. 

Em algumas entrevistas, Quentin Tarantino já declarou que irá se aposentar após o seu décimo longa dirigido. Se minhas contas estão certas, só nos resta mais um filme para assistirmos a genialidade de um grande diretor e roteirista que já contribuiu muito para a história do cinema. Por curiosidade, como reassisti todos os filmes do Tarantino esse mês, segue como ficou meu raking de preferência dos filmes do diretor:

#1 - Pulp Fiction (1994)
#2 - Bastardos Inglórios (2009)
#3 - Cães de Aluguel (1992)
#4 - Django Livre (2013)
#5 - Once upon a time... in Hollywood (2019)
#6 - Kill Bill vol. 1 (2003) e vol. 2 (2004)
#7 - Jackie Brown (1997)
#8 - Os oito odiados (2015)
#9 - À prova de morte (2007)

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