10 livros para entendermos por que devemos repudiar discursos que remetem ao nazismo


Na última quinta-feira (16), o até então secretário da cultura Roberto Alvim postou, em suas redes, um vídeo que continha uma mensagem muito semelhante a utilizada por Joseph Goebbels. Ministro de Propaganda da Alemanha Nazista e antissemita radical, Goebbels foi um dos idealizadores do nazismo e seguidor fiel de Adolf Hitler.

Em seu vídeo, Roberto Alvim declara que "a arte brasileira da próxima década será heróica" e "imperativa", o mesmo que Goebbels dizia sobre a Alemanha nazista do século XX. Em uma matéria especial do G1 é possível comparar os dois discursos!

Não demorou muito para que vários artistas e políticos se posicionassem contra o discurso de Alvim. Um ponto muito positivo! No entanto, muitas pessoas não entendem o quão grave pode ser esse discurso e insistem em caracterizá-lo como "pequena coincidência" ou "inofensivo". Sendo assim, resolvi listar alguns dos livros que conheço - ou que já tive a oportunidade de ler - que falam sobre a ideologia nazista e como milhares de pessoas foram vítimas de discursos como esse.


10 | Hitler, de Ian Kershaw
Considerada pela imprensa internacional a biografia definitiva do ditador alemão, Hitler, do historiador inglês Ian Kershaw, alia fluência narrativa e rigor histórico para contar a vida da personalidade mais sinistra do século XX.

09 | O diário de Anne Frank
Diário de Anne Frank" é um livro escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Em 9 de julho 1942, Anne, seus pais, sua irmã e outros judeus (Albert Dussel e a família van Daan) se esconderam em um Anexo secreto junto ao escritório de Otto H. Frank (pai de Anne), em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Inicialmente, Anne Frank usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no Anexo. Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração.

08 | Os alemães, de Norbert Elias
Ao analisar o desenvolvimento social da Alemanha desde o século XVII até os dias de hoje, Elias investiga a personalidade, a estrutura social e o comportamento do povo alemão, lançando nova luz sobre a subida dos nazistas ao poder e sobre o Holocausto. O livro é enriquecido por comparações entre a Alemanha e os países onde o autor passou exilado grande parte de sua vida: França, Grã-Bretanha e Holanda.


07 | O menino do pijama listrado, John Boyne
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

06 | O homem que venceu Auschwitz, Denis Avey e Rob Broomby
O livro conta a extraordinária história real um soldado britânico que se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz. No verão de 1944, Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo ao campo de concentração de Buna-Monowitz, conhecido como Auschwitz III. Já tinha ouvido falar da brutalidade no tratamento dos prisioneiros de lá e estava determinado a testemunhar o que podia. Traçou, então, um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e infiltrou-se no campo de concentração, onde foi a testemunha ocular da barbárie que lá ocorria. Durante muitas décadas, Avey não se sentiu preparado para relatar a experiência do passado, porém agora, aos 91 anos, revela em seu livro tudo o que presenciou. O homem que venceu Auschwitz está desde seu lançamento na lista dos mais vendidos britânica.

05 | Modernidade e Holocausto, Zygmunt Bauman
Este livro - que fez jus ao prêmio Amalfi (1989), concedido ao melhor livro de sociologia publicado na Europa - discute o que a sociologia pode nos ensinar sobre o Holocausto, concentrando-se mais particularmente, porém, nas lições que o Holocausto tem a oferecer à sociologia. Zygmunt Bauman, sociólogo de origem polonesa, ressalta aqui como o significado do Holocausto pôde ser subestimado em nossa compreensão de modernidade: ora o Holocausto é reduzido a algo que aconteceu com os judeus, ora é visto como representando aspectos repulsivos da vida social que o progresso da modernidade irá gradualmente superar. Não há nada comparável a este livro na literatura sociológica. Sutil, porém intenso e perturbador, causará grande impacto tanto naqueles que lidam diretamente com a disciplina da sociologia como nos interessados por um dos fenômenos mais terríveis de nosso tempo.


04 | Eu sobrevivi ao holocausto, Nenette Blitz Konig
Já falamos sobre esse livro nesse post aqui! Confira nossa crítica :)

03 | Os segredos do nazismo, Sérgio Pereira Couto
O quanto realmente sabemos a respeito das forças que fizeram do nazismo um movimento que dominou a Alemanha? Além de todo o horror que esse movimento desencadeou, grande parte proveniente de ideais distorcidas que dominaram as mentes dos integrantes do partido de Hitler, é necessário saber de causas mais profundas. As crenças que geraram muitos dos pensamentos nazistas surgiram de mitos e lendas que se difundiram entre os alemães como verdades incontestáveis. Alguém, por exemplo, saberia explicar a ideia da raça ariana e de sua tão citada pureza? Questões como essas são respondidas neste livro, que contém um estudo sobre o chamado Misticismo Nazista, uma subcorrente do Nazismo que resulta de uma mistura da ideologia nazista com as fontes ligadas ao Ocultismo, Esoterismo, Parapsicologia e Criptohistória.

02 | Minha Luta, Adolf Hitler
Mein Kampf é o título do livro de dois volumes de autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas ideias antissemitas, anticomunistas, antimarxistas, racialistas e nacionalistas de extrema direita, então adotadas pelo Partido Nazista.


01 | A trilogia do Terceiro Reich, Richard J. Evans
Trata-se de uma coleção de 3 obras escritas pelo historiador Richard J. Evans. O autor irá abordar todos os aspectos do nazismo, desde sua concepção e ascensão até o declínio. É um material histórico muito aclamado por especialistas da área, então vale muito a pena conferir caso queira se aprofundar mais no assunto. 

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