"A Forma da Água" é um poema encantador sobre encontrar sua verdadeira essência


Quando somos mais jovens, crianças, há vários filmes que nos encantam e nos marcam para sempre. Um exemplo disso são aqueles incríveis longas que passam frequentemente na "Sessão da tarde" e nos dão um aperto no coração, a famosa nostalgia. Com o passar dos anos, no entanto, vamos amadurecendo e perdendo toda essa essência de ser criança. Por isso, é cada vez mais difícil um filme conseguir nos encantar por sua beleza e mágica. Com maestria, Guillermo Del Toro nos apresenta um fantástico filme que fala sobre amor, diferenças e a descoberta de si mesmo que conseguiu me encantar profundamente.

The Shape of Water (título original) é um longa que está sendo aclamadíssimo nessa temporada de premiações. Ganhou, por exemplo, o Critic's Choice Awards como melhor filme do ano de 2017. Em outras premiações, como o Globo de Ouro, foi premiada como melhor direção e promete fazer muito barulho na cerimônia do Oscar 2018 que vem se aproximando.


O enredo ambientado na época da Guerra Fria nos traz a protagonista Elisa (Sally Hawkins), uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Ao se apaixonar por esse ser, a zeladora elabora um plano para ajudá-lo a escapar da mão dos terríveis cientistas. O roteiro pode parecer uma simples história de amor, mas a forma com que é contada, a ajuda de uma trilha sonora incrível e o desfecho surpreendente faz tudo ficar muito mágico.

Não poderia deixar de destacar como os atores estão bem sincronizados no filme. A Sally Hawkins fazendo uma protagonista muda e que precisa se comunicar atrás da linguagem de sinais, apresenta um dos melhores papeis de sua carreira. Michael Stuhlbarg e Octavia Spencer são coadjuvantes que acrescentam muito na trama e, ainda, há o Michael Shannon que interpreta o chefe durão que mantém a criatura presa no laboratório (um vilão muito bem construído e que consegue nos deixar furioso durante o filme).



"Pensamento do dia: A vida é apenas um naufrágio de nossos planos."

Por fim, eu não poderia deixar de citar o incrível poema que fecha com chave de ouro a história. Não posso entrar muito em detalhes pois qualquer spoiler pode estragar a experiência com o filme, mas esse fim é de deixar os olhos cheios de água com tanta beleza.


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