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26 fevereiro 2019

A difícil missão de crescer e de presenciar esse processo em “O Clube do Filme”

terça-feira, fevereiro 26, 2019


Falar sobre a vida pessoal, principalmente quando envolve terceiros, não deve ser nada fácil. Em O Clube do Filme, David Gilmour, produtor de televisão e crítico de cinema desempregado, traz um relato bastante franco e íntimo de um dos períodos mais desafiantes de sua vida: o momento em que ele percebeu que Jesse, o filho de 15 anos, estava insatisfeito com a vida estudantil. 

Gilmour cita as inúmeras investidas, sem sucesso, de sua ex-esposa para que o garoto fizesse o dever de casa e tirasse boas notas. Ele também menciona que costuma fazer o mesmo, ocasionalmente, afinal de contas, Jesse ia para sua casa apenas nos fins de semana. A ex-mulher de David, por sua vez, resolve que o adolescente deve passar um tempo com o pai. Ela acredita que Jesse precisa de uma figura masculina ao seu lado por um tempo. 

Ao estarem no mesmo teto, de modo integral, David se vê reproduzindo o mesmo que já costumava fazer. Porém, ele observa que quanto mais pressiona Jesse para se interessar pelos estudos, fortalece ainda mais a barreira que se ergue entre ele e o filho. Diante disso, o pai toma uma atitude radical, ao questionar o jovem se ele quer realmente continuar estudando, e vai além, ao sugerir que Jesse pode ficar em casa, entretanto, terá que assistir filmes com ele. O adolescente aceita. 

O crítico em cinema enxerga nos filmes uma forma de educar e conscientizar seu filho. Ele tem em mente que é uma medida arriscada, mas em seu íntimo acredita que as sessões semanais podem abrir os olhos de Jesse sobre o processo doloroso, entretanto, necessário do autoconhecimento. Entre indicações de clássicos cinematográficos, David, faz observações sobre a história de vida dos atores, contexto histórico, técnicas e demais pontos presentes nas obras - visando alertar o filho dos dilemas presentes na vida real tão bem retratados na tela. Além disso, ele busca que Jesse se veja nos personagens e passagens, o que demonstra o quão bem pensada foi a escolha de cada de filme. 

Então ele vê uma bicicleta desprotegida e a rouba. Em outras palavras, escolhe infligir a outra pessoa a mesma agonia que impuseram a ele. É para o bem de sua família, ele racionaliza - não é como o outro cara. A questão, eu explico a Jesse, é que às vezes relativamos nossas posições morais, decidimos o que é certo e o que é errado dependendo da nossa necessidade num determinado momento. Jesse concorda; a ideia o envolve. Dá para vê-lo pensando em acontecimentos de sua própria vida aqui e ali, buscando um paralelo. Página: 95. 

Jesse, a princípio, transparece hesitação, resistência e tédio, mas aos poucos vai abrindo espaço para que seu pai possa ajudá-lo. Com o passar das páginas, fica cada vez mais evidente as mudanças na relação entre David e Jesse. Eles constroem ao longo dos filmes assistidos e as conversas sobre os mesmos, uma ponte para o que antes parecia inalcançável, isto é, uma relação genuína e sadia. O adolescente vai ganhando cada vez mais liberdade para expressar o que o aflige tanto - seja em relação ao passado, presente e futuro. David também utiliza suas próprias experiências para ajudar o filho. Tudo isso com o auxílio de obras cinematográficas clássicas, entre elas, Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann; Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards; Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola; Veludo Azul (1986), de David Lynch, Profissional (1994), de Luc Besson; e outros. 

Ao todo, O Clube do Filme é uma boa indicação para os admiradores da sétima arte, por conter inúmeras citações de filmes e astros e estrelas do cinema. O ponto de vista de David Gilmour, assim como demais profissionais da área, é bastante apurado e descritivo; Porém, mesmo assim surpreende não apenas seu filho, mas o leitor, com sua percepção aguçada e detalhista em relação às minuciosas particularidades presentes em cena. Mas o ápice da obra, sem sombras de dúvidas, é a relação entre pai e filho, que é rodeada de imperfeições, mágoas e afeições. A obra possui uma narrativa ágil, inteligente, honesta, nostálgica e reflexiva. Gilmour aborda, com maestria, a árdua tarefa de crescer em meios aos dilemas impostos pela vida.


Título: O Clube do Filme.
Autor (a): David Gilmour.
Gênero: Inspiração, desenvolvimento pessoal, indicações. 
Número de páginas: 238.
Ano: 2009 (esta edição).
Editora: Intrínseca.
Avaliação: 4,0. 


19 fevereiro 2019

"O Cortiço" de Aluísio Azevedo e sua importância para o movimento naturalista

terça-feira, fevereiro 19, 2019


No último mês, começamos aqui no blog um projeto de leitura de clássicos da literatura brasileira. Você pode acessar esse post e acompanhar todo o cronograma, vendo qual livro está programado para cada mês de 2019. Dessa forma, em janeiro tive a oportunidade de me aprofundar na obra de Aluísio Azevedo, autor naturalista responsável pelo incrível e memorável O Cortiço. Sendo assim, segue minhas impressões sobre a leitura e algumas informações importantes sobre o movimento literário que o livro representa.

Escrito pelo nordestino Aluísio de Azevedo e publicado em 1890, O Cortiço é um livro que irá contar sobre a vida das pessoas que viviam nessa moradia coletiva, que era muito comum no século XIX. Aluísio descreve o cortiço com certa humanização fazendo com que ele seja o real protagonista de sua obra. 

"Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo." (página 28)

Porém, ainda assim somos apresentados a diversos personagens que tem sua importância na construção da narrativa. Como por exemplo João Romão, o vendeiro e proprietário responsável pelo surgimento do cortiço; Rita Baiana que, com sua doçura e vibração, bastava chegar para animar todo o local; Jerônimo que irá passar por problemas matrimoniais. Acompanhamos ainda várias outras histórias paralelas, algumas interessantíssimas e outras pouco desenvolvidas mas que não convém citar em meu texto pois se trata de uma análise crítica e não de um resumo do livro. 

O naturalismo brasileiro é considerado uma extensão do realismo pois, mesmo acontecendo ambos concomitantemente, há certas peculiaridades que os diferenciam, como por exemplo a exacerbação dos defeitos e pontos negativos presentes no cotidiano. Além do mais, os autores naturalistas se baseavam em ideais deterministas, ou seja, acreditavam que o indivíduo era fruto do meio o qual ele era inserido. Tal perspectiva é totalmente encaixada durante o enredo da obra de Azevedo, já que o viver no cortiço fazia com que as pessoas se transformassem completamente (podemos até citar o caso do personagem Jerônimo, que era um homem totalmente diferente antes de se mudar para aquele local).


Procurando me envolver mais com a história e ir além do livro, assisti o longa de 1978 dirigido pelo Francisco Ramalho Jr que possui o mesmo nome: O Cortiço. Apesar de apresentar muita semelhança no desenvolver da história, o filme não me agradou muito e preferia ter ficado apenas com a leitura do livro mesmo. No entanto, não posso ser injusto: Betty Faria está divinamente perfeita no papel de Rita Baiana, uma das personagens mais marcantes da trama.

O Cortiço não é importante somente por ser o principal representante do naturalismo, mas também por abordar assuntos que a literatura da época preferia fechar os olhos. Por exemplo, a presença de personagens LGBT não era uma coisa comum em publicações do século XIX. Além disso, podemos adentrar em discussões sobre a vida de uma classe social marginalizada, assuntos abolicionistas e tem até corno sendo representado (aquele que levou chifre de sua esposa hahaha). Em suma, é um livro que precisa urgentemente sair desse estigma de que todo clássico é chato e de difícil leitura, pois O Cortiço se prova totalmente divertido, interessante, realista e necessário.

07 fevereiro 2019

Em cartaz: 10 filmes incríveis para conferir nos cinemas em fevereiro

quinta-feira, fevereiro 07, 2019


Um pouco atrasado mas antes tarde do que nunca, segue minha curadoria com 10 filmes incríveis que estarão estreando nas telonas brasileiras nesse mês. Vale lembrar que há muitos outros filmes chegando nos cinemas em fevereiro, entretanto resolvi indicar somente aqueles que eu com certeza irei assistir e, caso necessário, farei uma review aqui no blog. Sem mais delongas...

1 | Se a rua Beale falasse...
Estreia: 07 de fevereiro de 2019



Estou esperando por esse filme já faz um bom tempo. Isso porque ele foi dirigido pelo Barry Jenkins, diretor do premiado filme Moonlight no Oscar de 2017 e, além disso, é uma adaptação literária da obra de James Baldwin. "Se a rua Beale falasse...", desde o ano passado, está fazendo um bom barulho entre os principais críticos, rendendo para o longa três indicações para o Oscar desse ano: Melhor atriz coadjuvante (para Regina King), melhor roteiro adaptado e trilha sonora. Ta aí um filme que não faltam motivos para conferirmos durante esse mês. Vale lembrar que inicialmente a estreia estava prevista para janeiro, mas pelo que parece houveram algumas mudanças.


2 | No portal da eternidade
Estreia: 07 de fevereiro de 2019



Mais um filme que também foi gratificado com uma indicação ao Oscar. Dessa vez, William Defoe (que interpreta o ilustre artista Van Gogh) foi indicado na categoria de melhor ator. O filme vai contar a história de Vicent Van Gogh, um pintor que deixou uma marca eterna na arte em geral.


3 | Guerra Fria
Estreia: 07 de fevereiro de 2019



Um filme polonês que fez história ao ser indicado na categoria de melhor direção no Oscar desse ano. O longa é dirigido por Pawel Pawlikowski que, para ser sincero, ainda não tive contato com nenhuma outra obra dele. No entanto, por estar entre os diretores mais brilhantes do ano passado, é uma garantia de que Guerra Fria é um filme incrível.


4 | Escape Room
Estreia: 07 de fevereiro de 2019



Confesso que estou louco para assistir esse filme pelo tema que aborda. Escape Room é aquele estilo de jogo que você fica preso dentro de uma sala e precisa desvendar os mistérios, solucionar o caso e, enfim, ser libertado. Há dois anos o blog foi convidado por uma empresa de Escape Room aqui do Brasil para participar da experiência, viajamos até Belo Horizonte e nos divertimos bastante. Contamos tudo nesse post aqui!


5 | Poderia me perdoar?
Estreia: 14 de fevereiro de 2019



Um drama cômico que conta uma história (baseada em fatos) de uma jornalista que decide começar a forjar cartas de personalidades já falecidas, um crime que começa a dar muito certo. Vale ressaltar que o filme fez com que a atriz Melissa McCarthy recebesse indicação ao Oscar como Melhor Atriz, concorrendo ao lado de nomes como Lady Gaga, Glenn Close, Olivia Colman e Yalitza Aparicio.


6 | Querido Menino
Estreia: 21 de fevereiro de 2019



O mais novo filme do ator Timothée Chalamet é um drama que vai discutir uma relação conturbada entre pai e filho, vício em drogas pesadas e amadurecimento durante a juventude. O filme ainda conta com o incrível Steve Carrel, que faz o pai de Timothée na trama. Mesmo sendo um filme que foi esnobado pelo Oscar, digamos assim hahaha, vale muito a pena ser assistido.


7 | Crimes Obscuros
Estreia: 27 de fevereiro de 2019



O filme basicamente me chamou atenção por ser protagonizado pelo Jim Carrey que, diga-se de passagem, está em um papel totalmente diferente de tudo aquilo que costumamos assistir. Isso pois "Crimes Obscuros", como o próprio nome indica, não é um filme de comédia e sim um drama/suspense/policial.


8 | Primeiro ano
Estreia: 28 de fevereiro de 2019



Não conheço o diretor, tampouco os atores que compõe esse longa. Basicamente "Primeiro ano" me chamou atenção por contar a história de dois jovens que cursam medicina, enfrentam noites mal dormidas, um ambiente extremamente competitivo e pressão das expectativas para o futuro. Ou seja, toda a minha realidade pessoal kkkk.


9 | Normandia Nua
Estreia: 21 de fevereiro de 2019



Uma comédia dramática francesa para diversificar um pouco as indicações de filmes para esse mês. A premissa é bem interessante, se liga: um fotógrafo conhecido por deixar multidões nuas nas suas obras, vê nisso uma oportunidade de salvar seu povo que vem passando por uma crise econômica. Curioso!, não?


10 | Todos já sabem



Por fim, Javier Bardem e Penélope Cruz protagonizam um interessantíssimo suspense europeu onde segredos e mentiras são revelados diante de uma festa de casamente. O trailer realmente me chamou muita atenção.


24 janeiro 2019

Curiosidades e fofocas literárias no livro "História bizarra da literatura brasileira"

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Escrita pelo jornalista e mestre em comunicação Marcel Verrumo, "História bizarra da literatura brasileira" é uma obra que caminha por todas as Eras Históricas do nosso país, abordando como se constituiu a literatura naqueles tempos. Recebi esse livro da Editora Planeta, ainda no ano passado, com intuito de ler e resenhar para vocês. Como um bom fã da disciplina História, que é uma matéria completamente relacionada com a literatura, o livro logo me cativou só por sua premissa. Começando com o Brasil Colonial, acompanhamos como foi a primeira produção literária em nossas terras. A carta de Pero Vaz de Caminha consegue nos relevar muito mais curiosidades do que imaginamos. Verrumo, dessa forma, consegue destrinchar o impacto que uma carta teve principalmente em Portugal, além de fazer abordagens a conhecimentos históricos já conhecidos.

Dessa forma, o livro segue comentando sobre diversos nomes importantíssimos para nossa literatura. Padre Anchieta e seus discursos evangelizadores, a chegada da Família Real no Brasil e seu impacto cultural, escritores abolicionistas (e também aqueles que eram a favor que a escravidão se mantivesse), movimentos republicanos, etc... Um dos pontos positivos dessa obra é uma análise completamente atual sobre acontecimentos passados, trazendo, à medida do possível, grandes nomes que foram esquecidos com o passar dos anos. Como por exemplo, o livro contém um capítulo inteiro dedicado a primeira escritora feminista, ao primeiro romance LGBT e também ao movimento negro.


Ficha técnica:
Título: História bizarra da literatura brasileira
Autor: Marcel Verrumo
Páginas: 328
Edição: 1ª
Tipo de capa: Brochura
Editora: Planeta


Outro ponto que não poderia deixar de citar são as inúmeras referências, citações e indicações de livros que Marcel Verrumo deixa ao decorrer do livro. Durante minha leitura, resolvi ir marcando com um post-it somente os livros e autores que eu gostaria de ler futuramente e, no final, havia feito mais de 20 marcações. Além disso, no final de cada página ele costuma deixar estudos e teses que comprovam o que foi dito ali, ou seja, por mais que o fato sobre determinado autor pareça extremamente bizarro, há um grande estudo por trás comprovando isso. E ele deixa tudo ali, prontinho para você conferir.

"História bizarra da literatura brasileira" por mais que as vezes parece dramatizar alguns fatos para soar mais interessantes e empolgantes, é uma obra que não pretendo descartar da minha estante. Como um bom leitor, acho extremamente importante um conhecimento amplo da literatura nacional, e não há forma mais dinâmica, divertida e engraçada que a dica que estou trazendo hoje para vocês. Devorem!


22 janeiro 2019

11 anos da morte de Heath Ledger + Indicações de filmes com o ator

terça-feira, janeiro 22, 2019


Heath Ledger foi um ator australiano. Sua carreira teve início na década de 90, com participações em filmes e na TV de seu país de origem. Em 1995 mudou para os Estados Unidos, tendo como primeiro trabalho o filme 10 Coisas que odeio em você, lançado em 1999. Nos anos seguintes, Ledger fez parte de outras produções, o que aumentou sua popularidade com o público, além de fazê-lo ganhar as graças de muitos especialistas em cinema. 

Entretanto, em 22 de janeiro de 2012, uma notícia chocou boa parte do mundo: o corpo do ator foi encontrado sem vida em seu apartamento. O motivo de sua morte foi intoxicação acidental por remédios, segundo laudo da medicina legal de Nova Iorque. Heath morreu aos 28 anos, um pouco depois de concluir seu papel como Coringa, em Batman: Cavaleiro das Trevas. Vale ressaltar que o ator deixou um trabalho inconcluído, em O Mundo Imaginário do Senhor Parnassus. 

Hoje, 22 de janeiro de 2019, completam-se 11 anos da morte de Heath Ledger. Sem sombras de dúvidas, é uma data muito triste - principalmente ao se pensar no quanto o ator tinha para viver e para contribuir para a sétima arte. Mas apesar desse sentimento de pesar, separamos alguns filmes onde Ledger se destacou bastante. Afinal, acreditamos que recordar os seus excelentes trabalhos é uma bela forma de homenageá-lo. 


10 coisas que odeio em você (1999)



Em 10 coisas que eu odeio em você, duas irmãs vivem em pé de Guerra. Bianca Stratford (Larissa Oleynic) quer namorar, mas seu pai não permite, não enquanto sua irmã mais velha, Kat, interpretada por Julia Stiles, estiver solteira.

Bianca, por sua vez, acredita que ninguém namoraria com Kat, pois considera sua irmã a pessoa mais intragável do universo. Surpreendentemente as coisas mudam quando Patrick (Heath Ledger), demonstra interesse por Kat.

10 coisas que eu odeio em você, segue uma linha "filme sessão da tarde", mas surpreende em inúmeros momentos - principalmente por conter personagens bem desenvolvidos, além de críticas sociais. Heath Ledger e Julia Stiles possuem muita química em cena, encontrando a dosagem certa de humor, drama e romance em suas respectivas atuações.



O Segredo de Brokeback Mountain (2005)




Jake Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis Del Mar (Heath Ledger) são dois estranhos que começam a trabalhar juntos na montanha que intitula o filme. Com o tempo uma amizade surge entre os homens. Jake e Ennis, aos poucos, percebem que nutrem sentimentos um pelo outro que vão além de amizade e confidencialidade. Não demora muito para ambos se entregarem a paixão. 

O Segredo de Brokeback Mountain, é uma obra que fala com bastante delicadeza sobre sexualidade. O filme conta com um belo plano de fundo, e críticas ao conservadorismo imposto pela sociedade - mas o que realmente prende os olhos dos espectadores, são as expressões de desejo e medo trocadas por Jake Gyllenhaal e Heath Ledger, ao darem vida a dois homens adultos que se permitem novas possibilidades na área amorosa. 

Apesar das inúmeras críticas negativas vindas de organizações religiosas e conservadoras, o filme teve papel fundamental para a visibilidade de outros conteúdos com a mesma temática. O Segredo de Brokeback Mountain se tornou um verdadeiro símbolo de representatividade LGBTQI+ no cinema. 


Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)




Com a ajuda de Jim Gordon e Harvey Dent, Batman (Christian Bale) mantém a ordem na cidade de Gotham. Mas um jovem anárquico, conhecido pelo nome de Coringa (Heath Ledger), dá início a um verdadeiro caos na cidade.

O cavaleiro das trevas terá que enfrentar o vilão, e não demora muito para entender que será testado psicologicamente e fisicamente como nunca antes. O confronto entre o bem e o mal é muito bem orquestrado pelo diretor Christopher Nolan, que sabe balancear muito bem a ação e o drama no filme.

Em Batman: O Cavaleiro das Trevas, vemos um dos melhores trabalhos realizados por Heath Ledger. O ator se entregou de corpo e alma ao personagem, mesmo sendo alvo de incredulidade dos fãs do universo Gotham. Ledger deixou de lado sua vasta experiência com comédias românticas, e criou um Coringa bastante sádico, melancólico e sombrio. Sua interpretação rendeu inúmeros prêmios, incluindo o Oscar de ator coadjuvante no ano de 2018.